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Vinhos tropicais: a nova geografia dos vinhos desafia a tradição

O mapa da produção de vinhos está mudando e o semiárido brasileiro vem se destacando nessa nova geografia, produzindo bebidas de qualidade. São os vinhos tropicais.

Décadas atrás, a atividade parecia improvável numa região de sol e clima quente durante todo o ano. Mas essas características naturais, aliadas à tecnologia, vêm tornando possível a colheita de uvas nos 365 dias do ano.

Mais recentemente, o mapa da vitivinicultura mudou novamente, passando a contemplar outras regiões do globo, com os chamados “vinhos tropicais”.

Produzidos nas latitudes mais baixas, entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, os vinhos tropicais são definidos como os vinhos obtidos de uvas produzidas em regiões nas quais é possível, em condições naturais, mais de um ciclo anual da videira, com uma ou mais colheitas por ano. As variantes de clima exploram localidades com períodos menos úmidos até climas áridos.

Essa nova geografia do vinho está estabelecida em mais de uma dezena de países, de diferentes continentes.

Na América do Sul, destacam-se o Brasil e a Venezuela, além do Peru e Equador. Na Ásia, os principais produtores são Myanmar (antiga Birmânia), Tailândia, Índia, Indonésia e Vietnã. A África é representada pela Etiópia, Gabão, Quênia, Namíbia e Tanzânia; e a Oceania, pela Polinésia Francesa.

“A produção de vinhos tropicais é muito particular e diversa em relação àquela praticada em regiões de clima temperado, e suas características são desafiadoras quando comparadas às da vitivinicultura tradicional”, avalia o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Giuliano Elias Pereira.

A produção de vinhos tropicais é uma atividade altamente tecnológica, pois ações de manejo, como poda, irrigação e uso de reguladores de crescimento para a quebra de dormência, são as grandes responsáveis por garantir esse novo modelo de cultivo e a produtividade desejada.

Além disso, em tempos em que as mudanças climáticas sugerem desafios às regiões produtoras tradicionais, a vitivinicultura tropical pode ser considerada como um laboratório permanente para avaliar os efeitos da produção em condições de clima mais quente.

A adaptação de variedades em áreas tropicais para vinhos de qualidade poderá ser uma referência para as regiões de clima temperado se anteciparem aos potenciais impactos no futuro.

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Adaptado de Fernanda Birolo e Viviane Zanella, da Embrapa

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