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Soluções para substituir o açúcar em destaque na WellFood Ingredients 2019

Soluções para substituir o açúcar dos produtos alimentícios serão destaques na WellFood Ingredients 2019.

O compromisso da indústria de alimentos para reduzir os teores de açúcar de uma série de produtos, firmado com o governo brasileiro, terá impacto positivo na saúde pública.

E graças a esse acordo, 144 mil toneladas de açúcar deverão deixar de ser consumidas pela população até 2022, ajudando a frear a escalada de problemas como a obesidade e o diabetes.

As campanhas de moderação no açúcar trazem ao setor alimentício desafios e oportunidades que serão discutidos na segunda edição do WellFood Ingredients 2019 (clique aqui).

O compromisso entre entre indústria e governo envolve cinco categorias de produtos: bebidas açucaradas; biscoitos; bolos e misturas; achocolatados; e produtos lácteos. Cada uma delas tem metas de redução de açúcar a serem cumpridas até 2022, com o avanço dos projetos sendo verificado pela Anvisa. Em biscoitos, por exemplo, a intenção é cortar o grau de sacarose em mais de 60%.

O Foodnews destaca dicas de como reduzir o consumo de açúcar (clique aqui).

Como parte integrante das atividades do WellFood Ingredients, o congresso internacional promoverá palestras e debates sobre como as indústrias podem atender a essa e a outras transformações do mercado.

Para quem atua na cadeia de valor de alimentos, estar atualizado quanto a ingredientes é vital para a reformulação de produtos. “O consumidor quer alimentos benéficos à saúde, mas sem comprometimento de sabor, textura e outras características sensoriais”, afirma Renata Cassar, cientista sênior de nutrição da Tate & Lyle – fabricante de ingredientes e soluções para alimentos e bebidas e uma das patrocinadoras do Wellfood Ingredients. “O açúcar é um ingrediente tradicionalmente muito usado em nossa cultura alimentar para adoçar e conferir aos alimentos textura, maciez e caramelização – aquela cor típica adquirida pelos bolos e biscoitos após assados. Substituí-lo implica um estudo criterioso, caso a caso, para se achar a melhor solução”, ressalta a profissional.

Conforme explica Renata, os adoçantes não calóricos, bem como os adoçantes de baixas calorias, proporcionam um sabor doce muitas vezes superior ao do açúcar. A estévia, por exemplo, tem de 200 a 300 vezes a doçura da sacarose; na sucralose, essa potência pode alcançar 600 vezes. São, portanto, ingredientes que podem ser utilizados em quantidades muito pequenas. E sem elevar os níveis de glicose e insulina no sangue, favorecendo, por exemplo, a prevenção e o controle do diabetes – doença que acomete uma em cada 11 pessoas no mundo e aproximadamente 12,5 milhões de brasileiros (8,7% da população adulta ativa), segundo dados da Federação Internacional de Diabetes.

A especialista em nutrição da Tate & Lyle lembra que 80% dos casos de diabetes podem ser prevenidos. O fato enseja aos fabricantes de alimentos a tomada de medidas proativas para que os consumidores adotem uma dieta mais adequada. “O grande desafio”, diz Renata, “é oferecer alimentos e bebidas que sejam ao mesmo tempo saudáveis e deliciosos. É nisso que trabalhamos”.

O brasileiro consome, em média, 80 gramas de açúcar por dia, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo quer, de início, baixar o índice para 50 gramas por dia. Embora os alimentos não sejam a principal fonte da ingestão da substância (respondem por 36% do total, contra 64% de açúcar adicionado a comes e bebes pelo próprio consumidor), a indústria não deve deixar de se manter atenta ao panorama do mercado.

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