cadeia de hortaliças

Você sabe quanto movimenta a cadeia de hortaliças nacional?

O Foodnews apresenta alguns dados que mostram o valor da cadeia de hortaliças nacional!

Encomendado pela entidade à consultoria Markestrat, o levantamento aponta que a cadeia de hortaliças movimentou US$20 bilhões em 2016 no país, dos quais 45% ficaram concentrados na cadeia de distribuição, principalmente no varejo (32%).

Segundo Luciano Vilela, da CNA, o peso do varejo reflete o elevado custo e as perdas com transporte e armazenamento dentro e fora das fazendas.

“Por serem produtos perecíveis, a logística é muito especializada. Com isso, o transporte se torna um custo muito grande nessa categoria e, consequentemente, acaba sendo cobrado no elo seguinte, que é a distribuição”, disse Vilela.

E apenas um quarto do valor gerado pela cadeia de hortaliças no Brasil fica com os agricultores, segundo a CNA.

De um universo de mais de 100 produtos, o trabalho se concentrou nas cadeias produtivas de alface, tomate, batata, alho, cenoura, beterraba, abóbora, cebola, abobrinha, pimentão, couve-flor e coentro. Juntas, essas culturas respondem por cerca de 65% da área plantada de hortaliças no país e geram um PIB de R$18,63 bilhões (US$5,3 bilhões).

Segundo o levantamento, os produtos in natura representaram 47% do faturamento do varejo com hortaliças no ano passado, pouco menos que a fatia dos produtos industrializados do segmento (48%) e bem acima da participação das hortaliças “minimamente processadas” (5%).

A solução para garantir que os pequenos produtores ganhem força, na avaliação da CNA, passa por maior capacitação e uso de tecnologias.

As melhorias, declarou Vilela, teriam impactos diretos na qualidade e no volume de oferta disponível. “Se conseguíssemos reduzir drasticamente o desperdício, sobretudo em armazenamento e transporte, a gente teria um aumento de disponibilidade de produtos sem aumento de área”.

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No caso de culturas mais sensíveis, como as folhosas, os percentuais de perda na produção são estimados pelo estudo em 35%, sendo 30% no mercado de cenoura e 20% no de beterraba. Grande parte desse prejuízo acontece, ainda segundo a pesquisa, no momento da classificação dos produtos, quando são descartados aqueles considerados “fora do padrão” exigido pelo consumidor e, consequentemente, pelos distribuidores. “Quando o varejo se organiza e exige isso do fornecedor, tudo mundo é forçado a se organizar”, disse Vilela.

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