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Canudos de plástico: atuação e posição da ANR sobre o assunto!

Canudos de plástico: ANR trabalha para adequar prazos e tipos à realidade do mercado brasileiro.

A lei que proibiu o uso de canudos de plástico no Rio de Janeiro (clique aqui), sancionada em julho, já começou a multar os estabelecimentos desde o dia 19 de setembro. Além do Rio, que se tornou a primeira capital brasileira a abolir os canudos, outras cidades já começaram a aprovar projetos semelhantes.

No dia 07 de agosto, por exemplo, o prefeito do Guarujá (SP) sancionou a Lei nº 4.560/2018, que proíbe o fornecimento de canudos de plástico aos clientes de hotéis, restaurantes, bares, padarias, quiosques, ambulantes e em eventos musicais. Lei similar foi aprovada em Vila Velha, no Espírito Santo, no dia 12 de setembro, e outros municípios brasileiros começam a estudar projetos semelhantes.

Três grandes redes do setor, todas associadas à ANR (McDonald’s, Burger King e Bob’s) já iniciaram ações no sentido de orientar e conscientizar os clientes em relação à questão da sustentabilidade, de acordo com reportagem publicada  no jornal PROPMARK. O McDonald’s, por exemplo, começou a oferecer canudos de plástico apenas para quem pede, uma iniciativa já colocada em prática em países como Uruguai e Colômbia, e que será estendida brevemente a todos os países em que opera na América Latina.

Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, afirma que o McDonald’s já começou o trabalho de conscientização há alguns anos sobre a importância da separação dos resíduos, coleta seletiva e da reciclagem. Para ele, os clientes receberam muito bem a orientação para uso dos canudos somente sob demanda. “Nossa principal medida, na verdade, está na educação dos consumidores quanto ao consumo consciente e para o descarte adequado dos resíduos, de forma a possibilitar a sua reciclagem. Estas ações são parte do programa pioneiro da Cia. de transformar os restaurantes em Centros de Educação para o Desenvolvimento Sustentável”, afirma.

No Burger King, a solução foi semelhante. A rede passou a oferecer canudos biodegradáveis de papel apenas a quem solicita. O Bob’s começou a adotar canudos comestíveis para milk-shakes no lugar dos plásticos em unidades de São Paulo e do aeroporto de Guarulhos, de acordo com a reportagem do PROPMARK.

Para o presidente da ANR, Cristiano Melles, é saudável a discussão sobre o assunto do ponto de vista da sustentabilidade. “É natural que a indústria e nosso setor em particular devem se adaptar rapidamente, pois essa questão segue uma tendência global de preservação do planeta. Nesse sentido, iniciativas como estas que temos visto pelas redes é excelente”, afirma.

Cristiano Melles faz ressalvas, no entanto, com a rapidez com a qual as leis têm sido criadas, assim como as multas, sem que não haja um tempo prévio adequado de conscientização. “O ideal seria um tempo maior para adaptação de todo o setor. Também há outra questão fundamental. Os fabricantes alegam que necessitam de bem mais tempo para produzir canudos biodegradáveis para atender as necessidades do mercado”, afirma.

A ANR também tem monitorado diversos projetos sobre o tema no país. Em São Paulo, diretores da entidade já estiveram reunidos na Câmara Municipal para contribuir na discussão da pauta. Como resultado, foi agendada uma audiência pública em novembro para definir abrangências e prazos de uma possível lei na capital paulista. Uma das possibilidades, defendida pela ANR, é a ampliação do escopo dos materiais que poderiam substituir os tradicionais canudos plásticos, hoje limitados, como no caso do Rio, a canudos de papel reciclável.

Recentemente, a ANR levou sua posição a vereadores da Câmara Municipal de Sorocaba, em São Paulo, que estuda lei semelhantes. No início do mês, o tema também foi discutido na ANR em reunião da Diretoria, que contou com a participação do presidente do SindRio, Fernando Blower. Ele explicou que o setor tem feito reuniões com representantes da Prefeitura do Rio para que a campanha de conscientização por meio de fiscais da Vigilância Sanitária seja estendida sem a aplicação imediata de multas.

Segundo a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, as multas que serão aplicadas por descumprimento da lei vão variar dependendo do tamanho do estabelecimento: de R$651 (para ambulantes) até R$ 1,6 mil. Em caso de reincidência, as multas vão variar de R$ 3,0 mil a R$ 6,0 mil.

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