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Coco verde brasileiro na Europa graças a película biodegradável

O uso de película biodegradável permite prolongar a vida útil do coco verde a expandir mercados do produto brasileiro!

Quem for a Portugal, no próximo verão europeu, poderá consumir água de coco como se estivesse no Brasil.

Isso porque deve chegar ao país, a partir do mês de junho, cerca de 500 mil unidades de coco verde brasileiro, graças a um revestimento comestível, desenvolvido pela Embrapa, que pode prolongar em até quatro vezes a vida útil do produto.

O uso dessa tecnologia mantêm as características nutricionais do coco verde natural e a água dentro dele, sem alteração de cor ou sabor.

Os cocos da variedade anão-verde, que começaram a ser exportados para a Europa, são produzidos no Polo de Fruticultura do Vale do São Francisco em Petrolina (PE). O empresário Edivânio Domingos, da Fazenda Coco do Vale, buscava há anos uma tecnologia que mantivesse a qualidade do coco verde in natura e aumentasse com qualidade a sua vida útil que, normalmente, dura em torno de dez dias.

O empresário encontrou uma solução desenvolvida pela Embrapa após uma década de pesquisa, que mantém o produto conservado por mais tempo: um filme que protege a fruta. Ao revestir outras frutas, o produto pode até ser ingerido sem risco à saúde.

“O revestimento atua como uma barreira física e reduz o metabolismo do fruto ao diminuir a respiração, a atividade enzimática, a degradação de açúcares, minerais e vitaminas, mantendo as características sensoriais e garantindo a qualidade microbiológica do fruto e da água, ou seja, conservando-o por mais tempo”, conta Josane Resende, professora da UFRJ.

“Essa tecnologia da Embrapa é espetacular, porque é de baixo custo e requer pouca mão-de-obra. São apenas três etapas: higienização, imersão na solução filmogênica e secagem. Assim, conseguimos ampliar a vida útil do coco verde para mais de 40 dias, viabilizando sua exportação para países europeus como Portugal, Bélgica e Holanda”, conta o empresário Domingos.

Durante o verão europeu, o empresário consegue vender a unidade do coco por um valor quase dez vezes superior ao praticado no Brasil no mesmo período, quando por aqui é inverno. O mercado brasileiro também tem demonstrado interesse no coco verde natural com revestimento, devido ao seu alto valor agregado. O produto já começou a ser vendido para São Paulo e outros estados brasileiros.

Na aplicação da tecnologia, os frutos passam pelo processo de higienização, antes de serem imersos em uma solução filmogênica à base de um polissacarídeo e outros compostos, que contribuem para a redução da atividade microbiana e a manutenção do valor nutricional.

Após a secagem do revestimento, o produto fica pronto para ser embalado e armazenado para exportação ou comercialização no mercado nacional. A composição da solução filmogênica pode variar de acordo com as características fisiológicas do fruto, e não provoca alteração de cor ou sabor.

“O revestimento pode ser utilizado em diversas frutas, como coco, melão, mamão, manga, melancia e goiaba. É uma tecnologia simples, que o próprio produtor pode aplicar em sua propriedade”, revela o pesquisador da Embrapa, Antonio Gomes.

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Adaptado da Embrapa

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