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Maiores altas e baixas de hortifrútis em agosto de 2017

O Foodnews apresenta as maiores altas e baixas de hortifrútis em agosto de 2017, segundo dados do Hortifruti.

Os valores se referem tanto à comercialização de hortifrútis no atacado paulistano (Ceagesp), quanto nas regiões produtoras.

Em relação a julho, o mês de agosto registrou 6 altas e 7 quedas dos preços dentre os 13 hortifrútis avaliados.

Confira o motivo das maiores variações e as perspectivas para setembro:

Altas de preços

1° Mamão havaí (BA): Maior valorização de agosto, o mamão havaí do Sul da Bahia registrou menor disponibilidade naquele mês. Contudo, o aumento das cotações não foi suficiente para cobrir os custos de produção estimados por produtores, ficando 24% abaixo. Este aumento poderia ter sido até maior, limitado apenas pela baixa comercialização interna – se comparados aos do mesmo período de 2016, por exemplo, os preços da variedade estão 76% inferiores. Para setembro, com o aumento das temperaturas, tanto a demanda quanto a oferta de havaí podem se elevar em algumas semanas específicas. Com isso, é possível que as exportações da fruta também se intensifiquem, já que a baixa remuneração no mercado doméstico pode incentivar os embarques, além de coincidir com o período de redução da produção europeia.

2° Batata (Ágata): Inverso ao cenário de julho, quando registrou a maior queda de preço dentre os hortifrútis acompanhados pelo Hortifruti/Cepea, a batata se valorizou em agosto, em decorrência do menor volume ofertado em algumas regiões, como o Sudoeste Paulista. Porém, os valores mais altos não amenizaram o cenário de preços abaixo dos custos de produção naquele mês (4,32% inferiores aos de julho). Para setembro, com a perspectiva de que a colheita da safra de inverno siga intensa, as cotações devem se manter abaixo dos custos de produção. Vale ressaltar, ainda, que a produtividade de batata vem aumentando no decorrer desta temporada, devido às melhores condições climáticas no desenvolvimento das lavouras.

3° Uva (Niagara): Embora inferiores às do mesmo período de 2016, as cotações de uva niagara estiveram entre as três maiores valorizações de agosto. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, a procura pela variedade possibilitou o escoamento da produção de Pirapora (MG) naquele mês, o que refletiu em aumento dos preços nos atacados. Como as atividades de campo estão intensas desde o final de agosto, o volume ofertado, em setembro, deve ser maior.

Quedas de preços

1° Alface (Americana): Pelo segundo mês consecutivo entre as maiores quedas, a alface se desvalorizou em agosto, em função da elevada oferta nacional do produto. Com o clima favorável à produção (fresco e seco), a produtividade se manteve satisfatória naquele mês. Atrelado a isso, a demanda esteve mais baixa, em decorrência do inverno, quando o consumo das folhas é historicamente menor. Assim, foram registradas sobras de alface nas roças. Para setembro, o cenário de boa produtividade deve se manter, uma vez que não há previsão de mudanças significativas no clima.

2° Tomate (Salada 2A): Da terceira maior valorização de julho, diretamente para a segunda maior queda de agosto, o tomate salada 2A foi impactado pela maior oferta. Isso porque, com as altas temperaturas no decorrer de agosto, a maturação do fruto se acelerou, aumentando a disponibilidade do produto nos atacados. O volume também esteve mais elevado em função da entrada de tomates rasteiros de Goiás no mercado paulista. Além disso, a demanda enfraquecida, em função da fraca economia do país, prejudica ainda mais a rentabilidade. Para setembro, a oferta pode ser menor, em função da redução no ritmo de colheita da primeira parte da safra de inverno e do início, ainda pouco expressivo, da segunda parte. Neste cenário, os preços podem reagir.

3° Manga (Tommy): Pelo segundo mês consecutivo entre as quedas, a manga tommy teve elevação em sua oferta no mês de agosto. Além da intensificação da colheita no Vale do São Francisco (BA/PE), no mês passado, também foi iniciada em Livramento de Nossa Senhora (BA). Este cenário, somado à demanda limitada (as exportações aos Estados Unidos ainda não ganharam ritmo) resultaram na forte desvalorização da variedade. Para setembro, a oferta ainda deve ser elevada, porém a queda nas cotações pode ser amenizada pela intensificação das exportações aos EUA – setembro e outubro são picos de envios ao país norte-americano.

Veja também que o índice Ceagesp de preços das frutas, legumes, verduras e diversos cai em agosto de 2017 (clique aqui)!

Adaptado de Hortifruti

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