manuseio mínimo de FLV

Manual de manuseio mínimo de FLV: qualidade, do campo à mesa

O Foodnews apresenta o manual de manuseio mínimo de FLV (frutas, legumes e verduras), que garante uma melhor qualidade dos produtos, do campo à mesa!

Confira as regras do Ceagesp para que os FLV mantenham sua qualidade desde a colheita.

É o manual de manuseio mínimo de FLV, Veja as regras seguir:

1ª Regra: A qualidade do produto não pode ser melhorada, só conservada.

A comercialização das frutas e hortaliças frescas é uma corrida contra o tempo. Elas já estão prontas para o consumo no momento da colheita e os cuidados pós-colheita só conseguem conservar a qualidade.
A melhor qualidade acontece no momento da colheita e todos os cuidados pós-colheita visam a preservação da qualidade.

2ª Regra: Evite o manuseio.

As frutas e hortaliças são recobertas por uma cera natural que as protege da perda de água e da entrada de microorganismos oportunistas. É preciso conservá-la. O manuseio brusco, batidas, cortes, aceleram o seu envelhecimento e permitem o desenvolvimento de microorganismos oportunistas.

3ª Regra: Previna o manuseio.

Lotes de produto visualmente homogêneos, bem classificados por tamanho, cor e qualidade, reduzem a escolha do consumidor e o manuseio.

4ª Regra: Evite os ferimentos.

A grande maioria das podridões, que leva ao descarte das frutas e hortaliças frescas, é causada por microorganismos oportunistas, que só se desenvolvem se houver um ferimento, mesmo que microscópico, no produto.

5ª Regra:  Controle a umidade relativa do ar nas suas áreas de exposição e armazenamento.

As frutas e hortaliças possuem uma grande porcentagem de água em sua composição: cerca de 80 a 90% do seu peso é água. Após a colheita, a perda de água leva ao murchamento e à perda de brilho. Os ferimentos e a  baixa umidade relativa do ar, comum nos ambientes de armazenagem e exposição, aceleram a perda de água e causam o murchamento.

6ª Regra: Evite o umedecimento  do produto

A água livre, na forma de gotículas sobre a superfície do produto, facilita o desenvolvimento de microorganismos oportunistas e a ocorrência de podridões. A tecnologia de refrigeração deve ser usada com cuidado, sem quebra da cadeia do frio.

7ª Regra:  O armazenamento, durante um período curto, pode ser feito em ambiente climatizado, com renovação constante do ar, temperatura ambiente de 12º a 15º C e umidade relativa do ar de 85 a 90%.

A refrigeração é um bom método de conservação, mas deve ser usada com cuidado. A sensibilidade ao frio varia conforme o produto. A cadeia do frio não deve ser quebrada. No ambiente frio, normalmente, a umidade do ar é mais baixa, causando desidratação.

8ª Regra: Evite a transmissão de microorganismos causadores de podridões das frutas e hortaliças e de DTAs – Doenças transmitidas por alimentos.

Os agentes causadores das doenças pós-colheita produzem estruturas muito pequeninas, os esporos, só visíveis com microscópio. Estes esporos são transportados facilmente de um fruto doente para outros sadios, através do ar, do contato direto entre um fruto contaminado e outro sadio ou do contato com caixas contaminadas e, principalmente, pelas mãos de quem manipula os frutos. A maioria dos lugares não dispõe de um local específico e adequado para este trabalho. A falta de pontos de água dificulta muito a higienização das mãos de quem faz este repasse.

9ª Regra: Os pedidos devem ser suficientes para atender a demanda imediata.

A manutenção do frescor, uma das características mais apreciada pelo consumidor, exige produtos novos, recém-colhidos e uma boa programação de compra.

10ª Regra: A exposição na gôndola deve ser feita com a caixa do produtor.

O repositor só precisa trocar as embalagens vazias pelas cheias e descartar o produto com problema, sem revirar os outros produtos.  A gôndola deve ser apenas o local de suporte da caixa do produtor, a melhor e a mais adequada  expositora do produto.

11ª Regra: O empilhamento do produto na gôndola deve ser proibido.

A grande maioria dos repositores nos supermercados brasileiros despeja o produto na gôndola, fazendo com que todos os esforços do produtor para a garantia de um produto de boa qualidade e apresentação sejam destruídos.  O amassamento e a falta de ventilação aumentam a produção de etileno, a geração de calor, e como conseqüência  produtos moles, sem brilho e deteriorados.

12ª Regra: Produtos velhos não podem ser misturados com os novos na reposição.

O consumidor sempre escolhe o melhor produto, quando exposto a uma gôndola com produtos velhos e novos misturados. A escolha exige maior manuseio do produto. O produto velho produz mais etileno, acelerando a senescência do produto novo.

13ª Regra: Exija do fornecedor a obediência às exigências legais que regulam a rotulagem.

O rótulo identifica o responsável pela qualidade do produto e pelo atendimento às exigências legais que visam garantir a segurança alimentar e a rastreabilidade.

14ª Regra: Exija do fornecedor a obediência às exigências legais que regulam a embalagem.

A embalagem deve ter medidas externas sub múltiplas de 1 x 1,20 m, ser de fácil empilhamento, conter a  inscrição do nome e o CNPJ do fabricante e a informação da capacidade máxima de empilhamento e de conteúdo máximo em quilos da embalagem.  A embalagem poderá ser retornável (plástico) ou descartável (papelão ou madeira). A embalagem retornável deverá ser lavada e higienizada a cada uso e a descartável deverá ser nova.

Estas foram as regras do manual de manuseio mínimo de FLV do Ceagesp!

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Especialista em produção animal e interessado em fornecer conteúdo de qualidade para o setor de alimentação fora do lar!