produção de castanha

Queda de 70% na produção de castanha-do-pará!

A produção de castanha-da-amazônia, também conhecida como castanha-do-pará ou castanha-do-brasil, registrou neste ano uma redução de cerca de 70% em relação a 2016.

A produção esperada, segundo pesquisadores da Embrapa que atuam na Amazônia, é de 10 mil toneladas, enquanto as últimas médias anuais vinham variando entre 20 mil e 40 mil toneladas.

A queda da produção de castanha fez o preço da lata (11 Kg) da castanha, que em 2016 custou em média R$50, saltar para R$120 nas florestas de algumas regiões.

Pesquisadores apontam alterações no regime de chuvas como a principal causa dessa queda.

No início da década de 1990, a produção de castanha alcançou seu ápice e chegou a aproximadamente 50 mil toneladas. Até  2003, a produção oscilou entre 20 mil e 40 mil toneladas, com picos de queda em 1992 e 1996 e de alta em 1995 e 2000.

O preço da castanha é um forte motivador para que os extrativistas entrem nas florestas e coletem os frutos. Em muitas áreas distantes e de difícil acesso, só compensa coletar a castanha a partir de um determinado preço, pois a atividade exige esforço.

Nesta última safra, em 2017, a castanha-da-amazônia praticamente sumiu do mercado, o que fez com que seu preço disparasse, chegando a valores de até R$120 a lata nas florestas do Acre e do Mato Grosso.

Existem várias especulações sobre quais fenômenos podem ter ocasionado a queda na produção da castanha-da-amazônia.

Alguns dizem que é o desmatamento que está acabando com as florestas, outros consideram que os polinizadores estão sumindo porque as florestas estão sendo alteradas ou eliminadas.

Pesquisadores da Rede Kamukaia ressaltam, porém, que de um ano para o outro não se perdeu 70% das castanheiras e também não houve nada que pudesse justificar a falta de polinizadores nessa proporção. A equipe acredita que alterações no regime de chuvas tenham sido o principal causador desse fenômeno.

Estudos ainda estão sendo feitos, mas o pesquisador da Embrapa Hélio Tonini lembra que a chuva no início da formação dos frutos é muito importante para o seu desenvolvimento, e eles levam até 15 meses para serem formados. Então, a produção da safra de 2017 foi formada no segundo semestre (verão amazônico) de 2015, um ano de forte influência do El Niño, quando houve atraso no período das chuvas em alguns locais da Amazônia e seca extrema em outros, como em Roraima e no Amapá.

Veja também artigo sobre o consumo e os desafios das castanhas nativas no país (clique aqui e saiba mais)!

Adaptado de Renata Silva, da Embrapa

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