produção de FLV

Impacto do clima na produção de FLV. Perspectivas para 2017

O Foodnews destaca levantamento sobre os principais impactos do clima na produção de FLV em 2017.

O estudo faz um alerta para 2017 a respeito do déficit hídrico, especialmente no semiárido brasileiro. Saiba mais dos possíveis impactos na produção de FLV e nos preços dos produtos!

Nos últimos três anos, o fenômeno mais marcante foi o El Niño (que durou entre o final de 2014 e meados de 2016), considerado o segundo mais forte da história. Esse fenômeno explica o aumento de chuvas acima da média no Sul do País e a diminuição da chuva no Norte e Nordeste entre 2014 e 2016.

Já para 2017, as previsões apontam um “ano neutro”, isto é, sem grandes fenômenos climáticos como o La Niña ou um novo El Niño (conhecidos como “Enos”).

E o que esperar da produção de FLV no Brasil?

A previsão de chuvas  para os meses de fevereiro a abril deste ano aumenta as preocupações com as reservas hídricas em algumas regiões produtoras, em especial as localizadas no semiárido do Brasil.

Mesmo que as chuvas aumentem daqui para frente, estas ainda devem ser insuficientes para repor as reservas hídricas, devido à forte estiagem dos últimos anos. Serão necessários vários anos de boas chuvas para recuperar as reservas de água do semiárido brasileiro e também de algumas regiões produtoras de Goiás e Brasília.

Já no Sul e no Sudeste, as reservas hídricas estão em bons níveis, o que deve garantir oferta de água suficiente para atender a demanda por irrigação nos hortifrutícolas em 2017.

Confira avaliação de 2016 e da safra de verão 2016/17 por produto:

  • Alface: Temporadas de inverno 2016 + verão 2016/17: clima desfavorece produção por mais um ano;
  • Batata: Safras das secas/inverno 2016 e das águas 2016/17: clima gera boa produtividade no 2º semestre de 2016;
  • Cebola: Temporada 2016 (Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste) + Sul 2016/17: clima favorece produção a partir do 2º semestre de 2016;
  • Cenoura: Safras de inverno 2016 + verão 2016/17: alta produtividade devido ao clima derruba preços;
  • Tomate: Safras de inverno 2016 + verão 2016/17: situação hídrica é severa no Nordeste;
  • Banana: Pelo segundo ano consecutivo, RN reduz área por falta de água em 2016;
  • Citros: Floradas são satisfatórias em 2016, mas pegamento é limitado pelo calor;
  • Mamão: Com falta de água, área plantada reduz quase 10%;
  • Manga: Clima seco limita produtividade no NE;
  • Maçã: Sem prejuízos com granizo ou geada, temporada 2016/17 deve ser positiva;
  • Melão: Falta de água persiste no setor em 2016;
  • Melancia: Área reduz 20% em Tocantins devido ao baixo volume de chuva em 2016;
  • Uva: Clima prejudica produção de uva de mesa em 2016.

Fonte: Cepea, Esalq.

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