saúde dos clientes

Modernização em prol da saúde dos clientes

Modernização em prol da saúde dos clientes

Os debates da Encovisas (clique aqui) abordaram temas relacionados a saúde dos clientes e um dos assuntos “Como as VISAs adaptam seus Procedimentos frente à Evolução Tecnológica dos Controles Gerenciais dos Restaurantes, foi apresentado pela diretora da Vigilância Sanitária de Santa Catarina, Raquel Bittencourt.

“A vigilância deve atentar para os fins e não os meios. As normas não podem constituir obstáculos à inovação”, argumentou.

A questão da tecnologia ainda se mostra bastante incipiente em algumas localidades. Márcia Rolim, subsecretária da Vigilância Sanitária da cidade do Rio de Janeiro, afirmou que há vontade de modernização, mas falta investimento da Prefeitura.

“Precisamos de capacitação e da manutenção de um sistema informatizado”, disse. A postura da profissional foi reforçada por Isabel Morais Andrade, diretora do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo. “Não poderemos dar um passo para a informatização sem todas as secretarias municipais estarem avançando neste sentido. É uma ação integrada”, completou.

Aline Borges, coordenadora técnica da Vigilância Sanitária da cidade do Rio de Janeiro, defendeu que essa modernização precisa ter foco nas atividades que representam maior risco à população. “Com o abastecimento do sistema, vamos obtendo uma visão melhor de todos os estabelecimentos”, afirmou.

Ana Lucia Leiro, chefe do Distrito Sanitário do Centro Histórico de Salvador, concluiu que não vale a pena só ficar discutindo a forma de recebimento e armazenamento dos dados “e sim como é que o cidadão vai perceber e enxergar o andamento do processo dele.”

Na sequência do debate, outro ponto da atualização tecnológica entrou em destaque: as principais alterações do SIF para os restaurantes. Ricardo Moreira Calil, auditor Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou que as legislações são sempre complexas, porém extremamente necessárias. “A gente só pode pensar em segurança de alimentos no Brasil com um planejamento”, disse.

Neste sentido, Wander Dias, coordenador de Defesa Agropecuária do Serviço de Inspeção São Paulo (SISP), lembrou a dificuldade da falta de integração legal. “O Estado não possui nenhum tipo de hierarquia em relação ao nível federal e, existindo uma legislação estadual, ela pode até certo ponto ser divergente da legislação federal”, comentou.

Andrea Boanova, autoridade sanitária da COVISA-SP, concordou com o colega e reforçou que uma das grandes dificuldades em São Paulo, por exemplo, é não haver um serviço de inspeção municipal.

“A grande preocupação do Procon diz respeito ao direito à informação, um direito global que é basilar no Código de Defesa do Consumidor. O olhar da atual gestão está ligado à saúde e segurança do consumidor”, finalizou Bruno Teleze Stroebel, supervisor de fiscalização operacional do Procon–SP.

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A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) reúne e representa empresários de todo porte do setor de food service em suas relações com os poderes públicos, entidades de trabalhadores e junto à sociedade em geral. A ANR tem hoje cerca de 500 associados que reúnem mais de 6.000 pontos comerciais no Brasil, entre restaurantes independentes e grandes redes de alimentação.