aditivo alimentar

Aditivo alimentar, você sabe o que é e quais suas funções?

Vamos começar pela definição de aditivo alimentar e suas possíveis funções nos alimentos!

O aditivo alimentar é definido, pelo Ministério da Saúde (MS), como todo e qualquer ingrediente adicionado intencionalmente ao alimento, sem propósito de nutrir, mas com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais de um alimento.

E é importante destacar que o aditivo alimentar pode ser obtido tanto de fontes naturais, caso de boa parte dos espessantes, como sintetizados em laboratório.

De acordo com a pesquisadora Fabiana Sardá, do Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), o emprego dos aditivos alimentares justifica-se por razões tecnológicas, nutricionais ou sensoriais.

“Eles são usados para proporcionar vantagens de ordem tecnológica para o alimento, tais como características sensoriais melhores ou diferenciadas, maior prazo de validade, maior segurança alimentar, diminuição ou troca de um ingrediente de interesse, por exemplo, para a redução de calorias.

No entanto, o aditivo alimentar jamais pode ser usado para encobrir falhas no processamento ou nas técnicas de manipulação.

Em outras palavras, o objetivo do uso do aditivo alimentar é adicionar uma qualidade ou característica ao alimento, nunca encobrir um defeito, ressalta a pesquisadora.

Antes de seu emprego ser autorizado, o aditivo deve ser submetido a uma avaliação toxicológica em que se leve em conta, entre outros aspectos, qualquer efeito acumulativo, sinérgico e de proteção decorrente do seu uso. Sua aprovação fica à cargo dos organismos de saúde e vigilância sanitária de cada país.

No Brasil, a ANVISA dispõe sobre os aditivos alimentares autorizados para uso segundo as boas práticas de fabricação, e publica uma lista com os nomes e códigos dos aditivos alimentares, bem como dos alimentos em que eles podem ser utilizados (e os limites máximos), e aqueles nos quais existe restrição de uso.

O uso de aditivos em alimentos consumidos por humanos leva em consideração uma margem de segurança muito alta, de acordo com o pesquisador do FoRC, Uelinton Pinto. As avaliações toxicológicas são normalmente feitas em animais. Os avaliadores vão usando diferentes concentrações até chegarem, por exemplo, a uma concentração que levou ao aparecimento de algum efeito adverso que conseguem visualizar.

“Os aditivos são testados em diversas espécies animais. O parâmetro para estipular margens de segurança será aquela espécie que apresentou reação com a menor concentração utilizada. No final das contas, a ingestão máxima permitida daquele aditivo será cem vezes menor do que aquela que causou algum efeito adverso em alguma espécie animal. As concentrações utilizadas em alimentos consumidos por humanos são muito baixas, sempre observando a margem de segurança”, assegura Uelinton.

Ele explica que, na avaliação de risco, leva-se em consideração a quantidade máxima que se pode colocar no alimento, a porção ingerida e o resultado dessa relação em mg por quilo de peso corporal. “Entretanto, não existem estudos dando conta dos efeitos do mix de aditivos diferentes que consumimos”, admite.

Os aditivos mais frequentemente encontrados nos alimentos que consumimos são: corantes, flavorizantes e aromatizantes, conservantes, antioxidantes, edulcorantes, estabilizantes e espessantes.

Fique atento, pois é proibido o uso de aditivo aliemntar em alimentos quando:

  • Houver evidências de que o aditivo não é seguro para consumo pelo homem;
  • Interferir sensível e desfavoravelmente no valor nutritivo do alimento;
  • Servir para encobrir falhas no processamento e/ou nas técnicas de manipulação;
  • Encobrir alteração ou adulteração da matéria-prima ou do produto já elaborado;
  • Induzir o consumidor a erro, engano ou confusão;
  • Não estiver autorizado por legislação específica.

Adaptado de Alimentos Sem Mitos

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