análise sensorial de azeites

Análise sensorial de azeites visa melhorar qualidade do produto

A análise sensorial de azeites no Brasil pode ajudar a melhorar a qualidade dos produtos ofertados por aqui!

Esse trabalho conta com a expertise de mais de 40 anos da equipe da Embrapa Agroindústria de Alimentos em análise sensorial de alimentos e bebidas, atualmente coordenado pela pesquisadora Rosires Deliza.

Para ela, a constituição de painéis de análise sensorial de azeites no Brasil deve contribuir para aumentar a oferta de produtos de qualidade no País, o que poderá se refletir a médio e longo prazo em consumidores mais exigentes.

“Atualmente, o consumidor brasileiro não consegue fazer distinção entre os azeites disponíveis no mercado, por isso escolhe o produto pelo preço. A correlação entre os compostos bioativos presentes no azeite extra virgem e suas características sensoriais faz com que se torne urgente a difusão do conhecimento sobre este produto; como usá-lo, como escolhê-lo, como conservá-lo e como apreciá-lo”, comenta o professor Marcelo Scofano.

Um painel de análise sensorial de azeites de oliva oficial está apto a classificar os azeites em extra virgem ou em outras categorias de menor qualidade.

Os critérios são estabelecidos em regulamentos do conselho e em normas internacionais, e seus resultados devem ser coerentes com aqueles emitidos pelos demais painéis oficiais.

Além dos critérios sensoriais, os regulamentos e as normas internacionais estabelecem também o Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) dos azeites, com diversos parâmetros físico-químicos para que um produto seja classificado em uma ou outra categoria. Pode acontecer, por exemplo, de um azeite de oliva atender aos critérios químicos de qualidade para a categoria de extra virgem, mas apresentar defeitos sensoriais que o desclassificam.

A importância de se estabelecer painéis oficiais no Brasil é que – além de estar se consolidando como um país produtor de azeites de oliva -, é um dos maiores importadores desse produto. Hoje são 68 painéis de azeites de oliva oficiais estabelecidos no mundo, dos quais cinco na América Latina: Uruguai (1), Chile (1) e Argentina (3).

A estimativa da produção nacional de azeite de oliva em 2017 é de cerca de 100 mil litros, frente a um consumo anual da ordem de mais de 65 mil toneladas de litros.

O consumo desse alimento no Brasil tem crescido nos últimos anos. A maior parte da demanda, contudo, ainda é suprida pela importação, que alcançou 71,3 mil toneladas de azeite de oliva virgem em 2013, sendo o Brasil o sexto maior importador mundial, segundo dados recentes da FAO/ONU.

Atualmente, os produtores de azeite brasileiros se concentram no Rio Grande do Sul e na região da Serra da Mantiqueira, que abrange os estados de Minas Gerais e São Paulo.

O Foodnews destaca o artigo publicado na ABIA que discute o novo modelo de rotulagem nutricional.

A revisão do modelo de rotulagem nutricional, que está sendo conduzida pela Anvisa, começa a despertar o interesse da mídia e da opinião pública. Clique aqui e saiba mais!

Adaptado de Embrapa

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