arroz com feijão

Pesquisa: como está o consumo do arroz com feijão hoje?

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Goiás e a Embrapa evidenciou que o arroz com feijão continuam firmes na alimentação.

A pesquisa realizada em Goiânia nesta fase constatou que o consumo de arroz com feijão continua marcante nos hábitos alimentares.

Só não é maior, devido a parte da população estar substituindo refeições por lanches e em refeições fora de casa, quando, segundo os entrevistados, come-se o arroz e o feijão em menor quantidade.

Cerca de 15% dos entrevistados trocam a refeição jantar por lanche ao menos uma vez por semana; e 10% das refeições no mês são feitas fora do lar. Para saber o que as pessoas consomem nessa situação, será necessário fazer nova pesquisa.

Nesse aspecto, clique aqui para acessar artigo que mostra a tendência de resgate da alimentação caseira entre os brasileiros!

Os dados apontam que o arroz com feijão continua tendo importância no padrão de alimentação do goianiense.

Os dados levantados não permitiram calcular o consumo per capita mensal, foi possível estimar o consumo per capita por refeição feita em casa.

Para se ter um referencial, considerou que o brasileiro, em média, consome 40 kg de arroz polido e 16 kg de feijão por ano.

Dividindo esses valores por número potencial de refeições num ano, considerando 2 refeições por dia, encontra-se o consumo de 60 gramas de arroz e 22 gramas de feijão por refeição.

A pesquisa em Goiás encontrou consumo, nessa mesma situação, de 70 gramas de arroz e 26 de feijão. Portanto, maior do que a média nacional.

“Essas mudanças de comportamento para maior adesão ao lanche e aumento das refeições feitas fora de casa levaram os consumidores a pensar que reduziram mais do que efetivamente ocorreu o consumo do arroz e feijão, uma vez que o arroz e o feijão estão associados a um prato essencialmente servido em casa e para a família”, disse Carlos Magri Ferreira, analista da Embrapa.

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Aproximadamente 90% do arroz adquirido pelo goianiense é o arroz branco polido e 96% compra o feijão o carioca.

Complementarmente, mais de 70% dos entrevistados, independentemente da renda, avaliam que a marca e o preço são fatores decisivos na hora da compra; e que 64,3% concordam em pagar mais caro por arroz e feijão produzidos em sistema orgânico, pois os consideram mais saudáveis.

A busca por alimentos mais saudáveis na dieta está presente entre os brasileiros (clique aqui) e inclusive este hábito está mais presente entre os consumidores mais velhos e experientes, como acontece nos Estados Unidos (clique aqui).

A fim de ampliar o conhecimento sobre as características de consumo do cereal e da leguminosa no país, a equipe que trabalhou na pesquisa elaborou propostas para fazer o mesmo levantamento no Maranhão, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O objetivo é compor um panorama de como o brasileiro vê o arroz com feijão dentro da perspectiva abrangente de progressiva mudança de crescimento e envelhecimento da população, redução do número de filhos por família, participação das mulheres no mercado de trabalho, maior acesso à informação, dentre outros.

Adaptado de Rodrigo Peixoto, Embrapa Arroz e Feijão

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