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Batata-doce: Embrapa desenvolve cultivar para indústria

O desenvolvimento de cultivares de batata-doce mais apropriados para uso industrial, destinados à produção de chips, é um dos focos da Embrapa.

Com as novas oportunidades de mercado, a Embrapa busca obter materiais genéticos recomendados para o processamento industrial e, assim, agregar valor e fomentar o consumo com base na versatilidade desse alimento.

Além de mirar o incremento do potencial produtivo e a obtenção de maior percentual de raízes com valor comercial, o programa também prevê análises de viabilidade para uso industrial, como testes de pós-colheita, e sensoriais para avaliar a aceitação das cultivares pela indústria e pelos consumidores.

Como explica a pesquisadora Larissa Vendrame: “os nichos de mercados também devem ser considerados, a exemplo da tradição do doce de batata-doce roxa nos estados de Minas Gerais e São Paulo, e dos suplementos alimentares à base desse produto”.

Nesse sentido, cada vez mais o aspecto nutricional da batata-doce conquista público, principalmente por conter carboidratos de baixo índice glicêmico e de liberação lenta no organismo, que mantém, por mais tempo, a sensação de saciedade.

O espaço conquistado pela batata-doce pode ser observado nas gôndolas dos supermercados, em algumas poucas marcas nacionais, geralmente do interior paulista, que apostaram no apelo desse alimento e no crescimento desse nicho.

Além do marrom-glacê, atualmente o consumidor já encontra a batata-doce processada na forma de palha e chips. “No mercado norte-americano, também há ofertas de batata-doce palito e essa tendência deve chegar em breve ao Brasil”, vislumbra Larissa, ao mencionar que o processamento industrial também é uma forma de diminuir as perdas no campo e aproveitar raízes que seriam descartadas.

Embora a espécie seja originária das Américas, na época do descobrimento do continente e das grandes navegações, a batata-doce ganhou o mundo e, atualmente, são os países asiáticos que despontam com altos índices de produtividade, em virtude, principalmente, do nível tecnológico adotado pelo setor produtivo.

A produção brasileira de batata-doce que, atualmente, alcança cerca de 500 mil toneladas por ano, está muito distante da cifra chinesa de 70 milhões de toneladas.

Em termos percentuais, a Ásia responde por quase 87% da produção mundial, seguida da África com 10%, da América com pouco mais de 2% e da Oceania com 0,5% − os países europeus não apresentam produção significativa.

A principal forma de consumo de batata-doce entre os brasileiros são raízes compradas frescas e preparadas de diferentes maneiras: cozida, assada, frita, entre outras.

Estima-se que anualmente, no Brasil, o consumo supere pouco mais de 600 gramas por habitante, valor muito baixo quando comparado ao vizinho Uruguai que, inclusive, importa o produto para vencer o consumo médio de 5kg por habitante a cada ano.

Por Paula Rodrigues, Embrapa Hortaliças – 

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