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Cacau: do chocolate a outras delícias da culinária

No dia 26 de março é comemorado o dia do cacau, um dos frutos mais apreciados pelo mundo. E não é à toa, já que o consumo de chocolate tem aumentado ano após ano!

Vale lembrar que há uma crescente preocupação sobre a oferta de cacau diante do consumo crescente de chocolate, principalmente na China, que antes consumia cerca de 30g e hoje algo perto de 200g por habitante ao ano.

Decerto que houve um salto no consumo chinês, mas que ainda está muito abaixo do consumo no Brasil (1,8 kg por habitante ao ano) ou da Suíça, maior consumidor mundial (14 kg por habitante ao ano).

Isso mostra o potencial de crescimento do consumo de chocolate e da demanda de cacau que ainda está por vir!

O fato é que grandes empresas mundiais do setor já mostram preocupação. Mas, o objetivo aqui é falar um pouco mais do cacau e de sua história. A questão de um possível desequilíbrio na relação entre oferta e demanda, iremos deixar para um outro momento…

O cacau, na antiguidade, foi utilizado como bebida e hoje é matéria-prima do chocolate entre outras delícias da culinária!

Pois é, além do chocolate, outros derivados são obtidos a partir do alimento como a polpa, manteiga, geleias e licor. O cacau também é muito utilizado como ingrediente em receitas típicas da nossa culinária!

O cacau é uma palavra que deriva do termo kakaw, de origem maia que pode ser traduzida como “suco amargo”.

O cacaueiro é originário de regiões de floresta pluviais da América Tropical, onde até hoje, é encontrado em estado silvestre, desde o Peru até o México.

Quando os primeiros colonizadores espanhóis chegaram à América, o cacau já era cultivado pelos índios, principalmente os Astecas, no México, e os Maias, na América Central. Naquela época, o cacaueiro era considerado sagrado.

Esse significado religioso provavelmente influenciou o botânico sueco Carolus Linneu, chamando a planta de “manjar dos deuses”.

A medida que o cacau ia ganhando importância econômica com a expansão do consumo de chocolate, várias tentativas foram feitas visando à implantação da lavoura cacaueira em outras regiões com condições de clima e solo semelhantes às do seu habitat natural.

Em conseqüência, as suas sementes foram se disseminando gradualmente pelo mundo. Em meados do século XVIII, o cacau tinha atingido o Sul da Bahia e, na Segunda metade do século XIX, foi levado para a África.

Oficialmente, o cultivo do cacau começou no Brasil em 1679 e foi no sul da Bahia, que o cacaueiro encontrou as melhores condições de solo e clima para expandir-se. Assim, por muitos anos, as fazendas cacaueiras tiveram uma importante representação na economia nacional.

Em 1989, a praga vassoura-de-bruxa quase devastou a produção cacaueira, trazendo graves efeitos socioeconômicos e ambientais para as regiões de cultivo. Mas, foi com a contribuição da tecnologia que o controle da doença da fruta foi possível, desenvolvendo variedades tolerantes ao fungo.

Em 2016, o país produziu 146.998 toneladas de cacau e, desse total, 68,9% ocorreu no sul da Bahia.

O Brasil é o 5 maior produtor de cacau do mundo, sendo a Costa do Marfim o principal fornecedor mundial do fruto e uma produção de cerca de 1,4 milhão de toneladas (ou seja, quase 10 vezes mais que a produção nacional).

Dentre alguns benefícios do cacau, podemos citar:

  • Previne trombose,
  • Combate ao colesterol;
  • Previne aterosclerose;
  • Previne anemia;
  • Reduz o risco de diabetes,
  • Previne problemas como demência;
  • Reduz a pressão arterial;

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