cadeia do frio

Transporte é um dos gargalos da cadeia do frio

Depois de sair das câmaras frigorificadas ou das Packing Houses, um dos grandes problemas da quebra da cadeia do frio fica por conta do transporte da mercadoria.

De acordo com os registros da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), algo em torno de 3% de caminhões pesados e 5% dos segmentos leves e médios, contam com equipamento de refrigeração. Em países cujo incentivo é maior, como a Espanha, esse número pode chegar a 30%. 

O fato é que é muito importante o produto já sair do setor de armazenagem e ser transportado com a mesma temperatura, ou seja, evitando a quebra da cadeia do frio!

A empresa Difar está há mais de 20 anos comercializando produtos nacionais e importados na Ceagesp. São frutas vindas de diversos países da América do Sul e também da Europa, como Chile, Argentina, Espanha e Portugal.

E para transportar maçã, pera, uva, ameixa, por exemplo, são utilizados caminhões, todos frigorificados para conservar e manter a qualidade durante o trajeto até o armazenamento em câmaras frias.

No mesmo ramo, para o empresário Caetano Genaro Jr., sócio proprietário da empresa Nutritiva Importadora e Comércio de Fruta LTDA, com o passar do tempo, a tecnologia vem ajudando na comercialização, principalmente, na exportação. Isso, porque, com frotas modernas capaz de transportar quantidades maiores e com uma refrigeração adequada.

“Nos anos 80, quando eu comecei a trabalhar com frutas, por exemplo, um caminhão de maçã que vinha da Argentina carregava 850 caixas. Hoje em dia, a carreta frigorífica transporta 1.200 caixas de maçãs. Nós temos facilidade de transporte refrigerado da Europa, o que antes não tinha nos anos 80 e 90”, relembra Caetano Genaro Jr.

As principais marcas de caminhões, dependo da necessidade do cliente, já saem de fábricas com sistema de refrigeração. Sendo que em 2016, a Mercedes liderou as vendas de caminhões para o transporte de cargas frigorificadas no País. Com o emplacamento de 1.023 unidades de janeiro a julho do ano passado.

Porém, ainda é pouco para atender à demanda da logística da cadeia de frio. No caso de frotas que ainda não possui o recurso é preciso realizar uma adaptação. A Thermo King é uma das principais empresas de equipamentos do setor.

“ Como o Brasil é um país em que muitas vezes temos as quatro estações do ano em um único dia e a temperatura também muda de uma região para a outra, é importante a aplicação correta dos equipamentos de refrigeração, a observância de regulamentação e consequente fiscalização em todos os pontos da cadeia do frio ”, disse Dario Ferreira, Diretor Geral da Thermo King.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Armazenamento – ABIAF, há 4,5 milhões de m² de câmaras frias no País. A área de câmaras frias é muito inferior quando comparado a países como os Estados Unidos, com 48 milhões de m², e Japão, com 25 milhões de m², por exemplo. Pois é, os Estados Unidos possui cerca de 10 vezes mais área em câmaras frias que o Brasil. Clique aqui e saiba mais!

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Especialista em produção animal e interessado em fornecedor conteúdo de qualidade para o setor de alimentação fora do lar!