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O consumo e os desafios das castanhas nativas no país

Representantes do setor de castanhas nativas se reúnem com ministro Maggi para pedir crédito e mudança de regras tributárias.

A produção de castanhas nativas (castanha-do-pará, de caju e baru) e cultivadas (pecan e macadâmia) deve ajudar a impulsionar as exportações brasileiras.

A expectativa é que vendas externas saltem dos atuais US$200 milhões para US$1 bilhão em 10 anos, segundo o vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e diretor da Divisão de Nozes e Castanhas do Departamento do Agronegócio da Fiesp, José Eduardo Mendes de Camargo.

No mercado interno, o consumo de castanhas nativas cresce entre 6% a 8%.

Em audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi, no dia 16 de agosto, Camargo, acompanhado de representantes do setor produtivo, pediu apoio para ampliar a participação dessa atividade no agronegócio brasileiro, como o acesso a linhas de crédito e revisão de regras tributárias, o que têm favorecido a evasão do produto pela Bolívia.

O ministro disse ser possível atender ao setor também com linhas de crédito para cultivo do Plano Agrícola e Pecuário. O diretor da Fiesp observou que as castanhas representam alternativa rentável do agronegócio, em função de serem consideradas, principalmente, como alimento funcional, com grande consumo no mercado doméstico.

A castanha do Brasil é quase exclusivamente oriunda de áreas extrativas da Amazônia.

Os maiores importadores e consumidores são países com elevada renda per capita, como Estados Unidos, Japão e membros da União Europeia. Mais recentemente, a China, como país emergente, passou a ser um importante consumidor dessa amêndoa.

No Brasil o consumo de castanhas nativas começou a se tornar representativo a partir da década de 90.

O consumo da castanha-do-brasil na forma de amêndoa, tanto no mercado nacional como de exportação, ocorre principalmente no período das festas de fim de ano. O mercado interno possui preferência pela castanha desidratada sem casca, enquanto que o mercado internacional consome castanha com e sem casca.

Além da amêndoa inteira, principal forma consumida, a castanha-do-brasil pode ser utilizada como ingrediente na culinária, barras de cereais, biscoitos, bombons e na formulação de cosméticos, principalmente em linhas baseadas na biodiversidade brasileira, por ser rica em proteínas e minerais, com destaque para o selênio, um importante elemento antioxidante.

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