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Combate à fome: conheça alternativa premiada da Embrapa

Saiba mais do “Sisteminha” da Embrapa, alternativa no combate à fome que já é usado no Tocantins.

Quem aposta no combate à fome por meio do “Sisteminha” é o chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno da Rocha.

Carlos Magno defendeu a implantação do sistema em todos os municípios como forma de garantir a segurança alimentar às famílias carentes. A ideia teve boa repercussão entre os representantes de dezenas de prefeituras do interior do estado. Vários pretendem investir na iniciativa.

Os números de Tocantins não são dos melhores. O estado está entre os 10 com a pior renda per capita do país. Cerca de 12% da população está abaixo da linha da pobreza, embora haja terra fértil e chuvas regulares.

Segundo dados do último censo agropecuário do IBGE, um terço dos produtores declararam que sua terra não oferece rendimento algum no estado.

O Sistema Integrado Alternativo para Produção de Alimentos, conhecido como “Sisteminha Embrapa”, foi desenvolvido pela Embrapa Meio-Norte/ UEP Parnaíba, em 2011.

Premiado internacionalmente, segue um modelo agrícola sustentável, com aproveitamento de materiais disponíveis nas próprias regiões onde é implantado.

A tecnologia consiste no tripé peixe, aves e húmus, em associação com outras atividades da cadeia alimentar, como a cultura de hortaliças e frutas, por exemplo.

Nos últimos anos, várias unidades da empresa situadas no Nordeste têm disseminado a tecnologia, por meio de capacitações a multiplicadores.

Em Tocantins, a Embrapa Pesca e Aquicultura também acredita que seja uma forma eficaz para garantir a segurança alimentar de pequenos produtores. “As fezes do peixe servem como adubo para a plantação, e quando parte dessa água – cheia de nutrientes – é utilizada na irrigação, há uma renovação nos tanques de criação que é benéfica para o próprio peixe”, explica Rocha.

Segundo o chefe geral, com essa tecnologia, é possível cultivar milho, feijão, alface, coentro, abóbora, entre outras hortaliças, além de frutas. Também é possível plantar plantas medicinais, que podem ajudar a combater doenças em pessoas com dificuldade de acesso aos hospitais. E tudo isso aproveitando resíduos descartados, como papelão, plásticos, cordas desfiadas, etc.

Com resultados garantidos, vários municípios adotam o “Sisteminha” no combate à fome e geração de renda para famílias carentes.

Por Elisângela Santos – Embrapa Pesca e Aquicultura – 

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