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Criação de abelhas em áreas urbanas! Você sabia que isso é real?

A criação de abelhas sem ferrão em áreas urbanas, além de prazerosa, ajuda a preservar o meio ambiente e estimula crianças a entender a importância desses insetos na produção de alimentos.

E o biólogo Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa, um estudioso do tema, tem argumentos de sobra para garantir que a criação de abelhas em ambiente urbano é necessária.

Com a palavra o pesquisador, que há 13 anos estuda a biologia e o manejo de abelhas sem ferrão: “O Brasil precisa desenvolver técnicas de criação de abelhas em larga escala para atender a grande demanda tanto de polinização das plantas, como à produção de mel, pólen, própolis e geleia real, por exemplo”.

Com a sabedoria de um doutor em entomologia pela USP, o pesquisador aposta também na direção da consciência ambiental das pessoas que passam a criar abelhas em casa: “Um benefício que vejo nessa atividade, é que a população passa a se comportar com consciência ambiental, evitando o acúmulo de lixo e preservando árvores para alimentar esses animais”.

Ele destaca também que essa atividade, ainda com poucas adesões no País, é interessante porque as próprias pessoas podem “produzir  o seu próprio mel na cidade, amenizando o impacto do choque entre o meio rural e a zona urbana”. Menezes vê ainda a oportunidade de as crianças se envolverem na “criação das abelhas e participarem ativamente da natureza”.

O sucesso da atividade, que tem exemplos pontuais no Estado de São Paulo, vem no rastro de alguns cuidados que devem ser obedecidos à risca. Numa extensa lista de vantagens que a criação de abelhas em áreas urbanas traz para todos, o pesquisador destaca 5 pontos de grande importância.

  1. Ter noção do ambiente para as abelhas. É necessário que se more próximo à uma vegetação abundante, como perto de praças;
  2. A criação deve começar com 3 ou 4 colmeias, e ir aumentando à medida que as abelhas vão se desenvolvendo e o criador ganhe experiência;
  3. Manter em casa ou próximo dela, plantas ornamentais e fruteiras que são fundamentais na alimentação desses pequenos animais, como jaboticabeira, pitanga, goiabeira e até hortaliças, como manjericão. É preciso ter muito cuidado com o sol. As colmeias não podem ficar expostas ao sol das 10 horas da manhã às 3 da tarde;
  4. Escolher as espécies que se adaptam ao meio urbano é importante. As que mais se adaptam são a Jatair, Marmelada e Mandaguari; e
  5. Jamais criar abelhas nativas de outras regiões, como por exemplo, uma espécie do Nordeste, como a Tiúba, na região Sul.

E o Foodnews já destacou que o risco de extinção das abelhas compromete mais que a produção de mel. Clique aqui e saiba mais!

Adaptado de Fernando Sinimbu, da Embrapa.

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