desafios dos restaurantes em 2016

Contornando obstáculos: desafios dos restaurantes em 2016

O Foodnews apresenta a entrevista de Cristiano Melles, presidente da ANR – Associação Nacional de Restaurantes sobre a opinião da entidade em relação aos desafios dos restaurantes em 2016.

Mesmo em um período delicado, com têm sido os últimos dois anos, o setor de alimentação fora do lar tem se mantido firme na busca por caminhos e soluções que possam continuar a contribuir para o desenvolvimento do país. Obviamente, temos enfrentado desafios e estamos aprendendo, dia após dia, como é possível se adaptar a essa nova realidade. E, de maneira geral, posso dizer que o setor está se saindo muito bem nesse quesito.

Alternativas para encarar os desafios dos restaurantes em 2016

Uma regra básica em momentos de crise é usar a criatividade. Renovar cardápios, criar ações de fidelização e melhorar ainda mais o atendimento. Nem todos, especialmente em 2016, estão conseguindo trabalhar com o mesmo número de profissionais em relação ao ano passado. Mas, ainda assim, continuamos sendo um dos setores que mais emprega, com mais de 6 milhões de trabalhadores.

Os empresários têm feito também inúmeros esforços para segurar ao máximo os preços. Especialmente nos últimos dois anos nossos custos tiveram impacto do aumento do preço dos alimentos e bebidas, da energia, dos aluguéis, dos importados, por conta da desvalorização do real, para citar apenas alguns indicadores. Seguramos e evitamos ao máximo repassar aos clientes.

Os desafios dos restaurantes em 2016 são muitos!

Vivemos um período de apreensão, mas acredito que podemos retomar o crescimento a partir deste segundo semestre. Isso porque, em 2016, temos previstas algumas movimentações que podem contribuir com o segmento. A principal delas é a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto. Ainda que de baixo impacto para os estabelecimentos do restante do país, aqueles localizados na Cidade Maravilhosa podem ter um crescimento expressivo em comparação com o mesmo mês do ano passado. Nós também acreditamos que alguns dos principais indicadores macroeconômicos melhorem um pouco no segundo semestre.

Por fim, acho importante citar a questão do programa Brasil Maior, do Governo Federal. Não apenas a ANR, mas todas as entidades ligadas à alimentação fora do lar realizaram inúmeros encontros nos últimos anos com representantes de várias esferas do Governo na tentativa de incluir o setor no programa. O cenário agora é outro, de transição. De positivo, podemos dizer que nossa interlocução com os governos sempre foi muito boa, embora às vezes lenta no atendimento às nossas demandas. Certamente seguiremos nosso esforço – em conjunto a outras entidades do food service – não apenas para reduzir tributos, mas também para desonerar a folha de pagamento, flexibilizar leis trabalhistas, regulamentar a gorjeta, e tantos outros temas que afetam bares e restaurantes.

Apesar dos muitos desafios dos restaurantes em 2016 e nos próximos anos, as perspectivas futuras são favoráveis!

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A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) reúne e representa empresários de todo porte do setor de food service em suas relações com os poderes públicos, entidades de trabalhadores e junto à sociedade em geral. A ANR tem hoje cerca de 500 associados que reúnem mais de 6.000 pontos comerciais no Brasil, entre restaurantes independentes e grandes redes de alimentação.