doenças alimentares

Dados de surtos relacionadas a doenças alimentares no País

No Brasil, quase 3.000 pessoas adoeceram e quase 350 foram hospitalizadas em 30 surtos relacionados a doenças alimentares em um período de 6 anos.

O estudo publicado em Qualidade e Segurança Alimentar identificou surtos de origem alimentar associados ao consumo de frutas e vegetais no Brasil de 2008 a 2014. Eles resultaram em 2.926 doenças, 347 hospitalizações e nenhum óbito.

Salmonella foi a mais freqüente em causar doença (nove surtos) seguida de Staphylococcus aureus (sete), E. coli (três), Bacillus cereus (dois) e coliformes termotolerantes (um). Para oito surtos, o patógeno responsável não pôde ser determinado.

Os veículos alimentares mais comuns implicados foram genericamente denominados frutas e vegetais (46,6% dos surtos). O termo salada foi usado genericamente e especificamente como saladas (dois surtos), saladas cruas / cozidas (quatro surtos), salada de legumes, salada tropical, salada Caesar e uma salada crua de repolho e tomate.

Apenas um surto foi relacionado exclusivamente a frutas (polpa de frutas), enquanto outros foram relacionados a cenoura cozida, alface, pepino, melancia / couve e acelga / beterraba.

No Brasil, uma das ferramentas educacionais mais conhecidas para ajudar as pessoas a seguir uma dieta saudável é o Guia Alimentar para a População Brasileira, que recomenda a ingestão de três a seis porções de frutas e vegetais por dia (totalizando 400 g / dia).

Os dados anuais de resumo disponíveis sobre os surtos de doenças alimentares registrados no Brasil entre 2008 e 2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foram examinados.

O número de surtos notificados de alimentos e de origem hídrica no Brasil entre 2008 e 2014 foi de 5.138. Os 30 surtos de origem alimentar associados a frutas e legumes representaram 0,6% do total e uma média anual de 4,3 surtos.

Essa média foi semelhante ao Canadá e à Nova Zelândia, que relataram médias anuais de três (2001-09) e 5,5 (2002-12), respectivamente, para surtos ligados à produção de contaminação. Os valores correspondentes para o Japão e os Estados Unidos entre 2002 e 2012 foram maiores, com médias anuais de 7,7 e 56,9, respectivamente.

Os pesquisadores disseram que na maioria dos surtos de origem alimentar no Brasil não é possível identificar os alimentos relacionados (66,4% da fonte alimentar foi ignorada ou inconclusiva).

Em 2008 e 2009, ocorreram 17 surtos em comparação a 2010 e 2012, quando apenas um em cada ano foi registrado. Em média, cada surto consistiu em 100 casos, sendo o maior em 2009, envolvendo 550 infecções.

O refeitório de trabalho (refeitórios) e os restaurantes / padarias eram os locais onde o alimento contaminado era mais consumido (sete cada um). Seguido por surtos associados a mais de um local (cinco) e as unidades hospitalares / de saúde e residências (três cada).

As causas prováveis ​​de surtos foram principalmente armazenamento e manuseio inadequados. Apenas um foi relacionado exclusivamente à matéria-prima contaminada e foi causado por uma salada com E. coli

Embora não haja como eliminar patógenos microbianos transmitidos por alimentos de produtos frescos, existem métodos para reduzi-los, como físico (escovação, enxágue), químico (hipoclorito, clorito de sódio acidificado, dióxido de cloro, fosfato trissódico, compostos de amônio quaternário, ácidos, peróxido de hidrogênio e ozônio) e biológico (usando antagonistas microbianos como agente de biocontrole).

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Adaptado de Food Safety News

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