fraudes em pescados

Fraudes em pescados caem sensivelmente em 2017

O Foodnews destaca o trabalho do Ministério da Agricultura de avaliar a ocorrência de fraudes em pescados. Confira o resultado!

Amostras de pescado foram coletadas em 21 de fevereiro deste ano, em oito estado e no Distrito Federal, pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A quase totalidade das 150 amostras de pescados submetidas a exames de DNA na unidade do Laboratório Nacional Agropecuária (Lanagro) de Goiânia corresponde às mesmas espécies que estão declaradas no rótulo das embalagens.

Do total, 97%, equivalentes a 145 amostras, estão em conformidade e apenas 3% (5 amostras) não estavam de acordo com a informação apresentada ao consumidor, caracterizando fraude econômica.

Apenas em 3% das amostras foi verificada fraudes em pescados, o que representa uma queda significativa frente ao apurado no ano passado (23%).

“Verificamos que houve expressiva redução dos índices de não conformidade relacionados a esse tipo de fraude”, ressalta o secretário do Dipoa, Luis Rangel. “Caiu de 23%, em 2015, para 15% na Operação Semana Santa de 2016. Agora, em 2017, o percentual foi de 3%. Isso comprova a eficiência da nossa fiscalização para fraudes em pescados.”

De acordo com Rangel, a redução dos índices de fraude por substituição de outras espécies de pescado, ocorreu devido à intensificação das ações de fiscalização no comércio, nas indústrias e nos postos de fronteira.

Das 150 amostras de pescados coletadas, 121 eram de empresas nacionais e 29 de estrangeiras.

As 121 amostras coletadas dos produtos nacionais eram provenientes de 38 empresas com Serviço de Inspeção Federal (SIF). Dessas, apenas 2 apresentaram resultado em desacordo com rotulagem, num total de 5 amostras.

Fraude econômica, cometida por empresa nacional é punida com penas administrativas e aplicação de multas. O estabelecimento entra em medida cautelar, que consiste em lacrar as câmaras de expedição, de modo que os produtos em estoque, e produzidos após a adoção da medida, somente sejam expedidos com avaliação oficial de cada lote.

A empresa envolvida em casos de fraude somente retorna ao sistema regular de inspeção depois de comprovar que promoveu e implantou todas as medidas corretivas em seus planos de autocontrole, com a finalidade de garantir a rastreabilidade do produto em toda a cadeia, além de passar por uma avaliação técnica em 100% do seu estoque.

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