maçã que não escurece

Você conhece a maçã que não escurece?

Saiba mais da maçã que não escurece, variedade que começa a ganhar espaço nas quitandas dos Estados Unidos.

Neste início de novembro, a primeira safra comercial de variedade transgênica de maçã que não escurece está saindo dos pomares de Washington para cerca de 400 frutarias do Meio-Oeste americano.

Elas serão vendidas fatiadas, prontas para o consumo, em pacotes de 300 gramas e, por serem modificadas geneticamente, são maçãs que não escurecem ou pelo menos demoram muito mais para escurecer quando expostas ao ar.

Se por um lado os transgênicos respondem por grande parte da safra de grãos norte-americana – como milho e soja –, esse não é o caso das frutas.

Kevin Folta, professor de horticultura da Universidade da Flórida, lembra que há pouco incentivo comercial para pesquisar e cultivar frutas transgênicas devido aos custos de mudanças na legislação alimentar, e também pelo risco de rejeição dos consumidores.

O mamão papaia do Havaí, desenvolvido para resistir a um vírus letal que ataca a fruta era até agora o único fruto transgênico presente nos supermercados do país.

Vale lembrar que não há evidência de que alimentos modificados geneticamente causem qualquer problema à saúde, mas a tecnologia ainda desperta polêmicas, com alguns consumidores dispostos a pagar mais caro por alimentos produzidos de forma convencional.

A marca de frutas Okanagan, da Colúmbia Britânica, no entanto, aposta que a conveniência de uma maçã que não escurece rapidamente após ser cortada vencerá a resistência dos consumidores.

A maçã transgênica está em desenvolvimento há vários anos. Neal Carter e a esposa, Louisa, fundaram a empresa Okanagan em 1996 e desde 2003 começaram os experimentos com a variedade ártica. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos regulamentou o produto em 2015.

Nos Estados Unidos, alimentos com manipulação genética não precisam ser rotulados, então as maçãs que não escurem serão vendidas sem o selo de transgênico.

A maçã transgênica foi testada junto aos consumidores no início do ano, em pesquisas de mercado em 6 cidades. Agora, pela primeira vez, chegará às frutarias e supermercados. Dos que experimentaram, mais de 90% disseram que comprariam a fruta, caso a encontrassem à venda.

“O objetivo da maçã que não escurece é promover a alimentação saudável, incrementar o consumo da fruta e reduzir o desperdício dos alimentos”, assegura Carter.

Veja também que apesar de reconhecidas pelas qualidades nutritivas, o consumo de hortaliças segue baixo no País.

Alguns alimentos têm presença garantida na dieta da população brasileira e são unanimidades para o paladar, como o arroz e o feijão, mas as hortaliças, apesar de nutritivas e saborosas, ainda enfrentam resistência para ter essa ampla aceitação. Clique aqui e saiba mais!

Adaptado de Gazeta do Povo

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