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Pescado pantaneiro processado: valor agregado e consumo em alta

Carnes defumadas, nuggets, patês, quibes entre outros produtos feitos de pescado pantaneiro foram desenvolvidos pela Embrapa em parceria com o Centro de Pesquisas do Pantanal.

Utilizando espécies nativas, o projeto busca agregar valor aos produtos da pesca na região.

“Existe uma cadeia de produção de pescado que, embora incipiente, é muito tradicional. Porém não há muita regularidade em função das condições ambientais locais. Além disso, o valor pago aos pescadores dentro da cadeia é muito baixo pelo peixe inteiro e eviscerado”, diz Jorge Lara, pesquisador da Embrapa.

Uma forma de aumentar a produção e agregar valor a ela é processar o pescado pantaneiro.

De acordo com Lara, alimentos processados de pescado pantaneiro são voltados a consumidores de todas as idades. “As crianças, muitas vezes, rejeitam peixe. Nem todas gostam do cheiro ou do sabor do filé. Processando essa carne em um produto como o empanado, a criança se torna mais interessada”, acredita.

“Com esse projeto, buscamos mostrar a viabilidade, a possibilidade de se produzir de maneira sustentável, diversificar a produção, levar proteína de qualidade para crianças e adultos e, ao mesmo tempo, garantir renda além do auxílio recebido pelos pescadores no período em que a pesca não é permitida”, afirma Lara.

O pesquisador também explica que as formulações que existem para produtos de pescado na indústria não se aplicam ao Pantanal e um dos motivos dessa circunstância é a variação da própria matéria prima.

Dependendo da época do ano em que você captura o peixe, o padrão da carne muda. Por essa razão, a formulação usada em julho nem sempre vai servir em dezembro.

O pesquisador ressalta que as espécies utilizadas na fabricação dos produtos variam entre as mais tradicionais, como o pacu, pintado e cachara, e algumas diferenciadas, menos conhecidas pelo público em geral: piavuçu, palmito, barbado e jaú.

Os pesquisadores adaptaram a produção dos processados de pescado para pequenos grupos ou cooperativas de pescadores, de forma a estimular que eles se apropriem desse trabalho.

Normalmente, o pescador apenas captura e revende o peixe. Essa iniciativa é algo que o próprio pescador poderia manipular para agregar valor aos produtos”, diz Angela Kwiatkowski, coordenadora do curso de tecnologia em alimentos em Coxim.

Segue abaixo lista de alimentos processados de pescado pantaneiro desenvolvidos:

    • Carnes defumadas;
    • Carnes marinadas;
    • Fishburguer;
    • Empanados e nuggets;
    • Quibes;
    • Patês.

Texto adaptado de Nicoli Dichoff – Embrapa Pantanal

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