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Pimenta-do-reino e os desafios da especiaria mais consumida no mundo

A safra da especiaria mais consumida no mundo, a pimenta-do-reino, recém-começou no Pará, onde tradicionalmente há plantações em quase todos os municípios.

A movimentação de cata nos pimentais prossegue até dezembro, confirmando a liderança nacional do Pará na produção e exportação desse produto.

Mesmo em tempos de preços mais baixos que em anos anteriores – o preço do quilo da pimenta preta produzida no Pará despencou dos mais de R$30 em 2015 para os atuais R$9, a liquidez do produto é tanta que a pipericultura se mantém atraente aos produtores, principalmente familiares.

Liquidez certa de um lado, tempo de vida útil das pimenteiras incerto de outro. Costumeiramente atacados por doenças ainda não controláveis nessa cultura, mesmo com os avanços científicos já conquistados a longevidade dos pimentais continua bem abaixo do que se considera tecnicamente possível em plantas sadias.

Pés que poderiam viver 12 anos, mais até, morrem precocemente, chegam até a metade desse tempo ou nem isso.

Produtores, pesquisadores e outros agentes da cadeia produtiva têm se unido em parcerias e projetos que possam culminar na adoção de práticas e tecnologias sustentáveis capazes de aquecer e expandir mais ainda o negócio da pimenta-do-reino.

“Para facilitar o acesso da sociedade ao conhecimento já desenvolvido pela Embrapa, reunimos dez tecnologias que aumentam a produtividade e longevidade dos pimentais, melhoram a qualidade do produto final e barateiam o custo de produção, ao mesmo tempo em que evitam danos ambientais”, informa o pesquisador da Embrapa Oriel Filgueira de Lemos.

Segundo o presidente da associação dos exportadores, Johannes Torrecillas, a produção brasileira de pimenta-do-reino em 2016 foi de 45 mil toneladas, assegurando a posição do Brasil entre os quatro países com maior produção e exportação no mundo.

“O produto final é quase todo exportado. Somente 10% ficam no País para o consumo interno, que historicamente flutua entre 5 mil e 7 mil toneladas”, avalia Torrecilas. Ele afirma que o Pará continua responsável pela maior parte da produção brasileira (60% a 70%), seguido por Espírito Santo e Bahia.

Torrecillas prevê que em 2017 o total da produção poderá alcançar 55 mil toneladas de pimenta-do-reino. “Digo isso com base no termômetro das exportações, nas estimativas de consumo interno, nos possíveis estoques remanescentes e, principalmente, na observação de que as safras do Pará e Espírito Santo serão maiores esse ano por conta do grande número de pimentais novos que foram plantados nos últimos anos de preço alto”.

Adaptado de Izabel Drulla Brandão, da Embrapa

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