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Ciência leva produção de vinhos para o agreste pernambucano

A ciência está levando a produção de vinhos pra o agreste pernambucano!

A degustação dos primeiros vinhos elaborados a partir de uvas colhidas em uma área experimental deixa o Agreste pernambucano no limiar de se constituir em uma nova região vinícola do País.

E a degustação da pioneira produção de vinhos aconteceu em um evento na Chácara Vale das Colinas, em Garanhuns (PE).

A boa qualidade da bebida apresentada serve como indicador do potencial da região para a produção de vinhos finos, vocação que está sendo desenvolvida com o auxílio do trabalho científico.

O evento fez parte de um projeto que reuniu pesquisadores e professores da Embrapa Semiárido, do Instituto Agronômico de Pernambuco e da Universidade Federal Rural de Pernambuco, com o objetivo de avaliar o comportamento agronômico, a qualidade da uva e implementar o processamento de vinhos em regiões vitivinícolas não tradicionais.

Para tanto, foram testadas dez variedades de uvas europeias, e, em pouco mais de três anos de pesquisa no campo, foi possível identificar as que melhor se adaptam às condições de solo e clima do local. Entre elas estão três brancas: Muscat Petit Grain, Sauvignon Blanc e Viognier; e três tintas: Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah.

Com a pesquisa ainda em andamento, a equipe busca agora ajustes no sistema de manejo das videiras. Eles focam aspectos como aumento da produção, práticas de poda e a identificação do momento certo de realizar a colheita, a fim de dispor de frutos com os compostos fenólicos equilibrados na vinificação.

De acordo com a pesquisadora responsável pela vinificação, Aline Telles Biasoto Marques, os resultados mostraram que os vinhos elaborados a partir das uvas da região possuem potencial para a produção em escala comercial. “Eles se enquadraram dentro dos limites da legislação brasileira para vinho fino seco em todos os parâmetros avaliados: teor alcóolico, teor de açúcares, acidez total e volátil e dióxido de enxofre total”, afirma.

Também foram realizadas análises sensoriais pela equipe da Escola do Vinho, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambuca. Somadas à opinião das pessoas que participaram da degustação, elas mostraram que os vinhos de Garanhuns são bastante promissores.

“Os tintos se mostraram fiéis às características varietais e exaltaram a personalidade de vinhos tintos jovens”, avalia a enóloga e professora Ana Paula André Barros, do IF Sertão (PE). “Os brancos, por sua vez, são marcantes como varietais e apresentaram sensações visuais, olfativas e gustativas que podem indicar uma tipicidade do terroir do local”. Terroir, como ela explica, seria a expressão da harmonia entre a cultivar (uva), o solo, o clima e a ação do homem (manejo).

Durante a degustação, a sequência de elogios a cada taça servida era concluída com exclamações de surpresa por ser um vinho local, ou com afirmações de que, se fossem comercializados, sem dúvida iriam adquirir o produto.

Aliás, o Foodnews já havia destacado que o mapa da produção de vinhos está mudando e o semiárido brasileiro vem se destacando nessa nova geografia, produzindo bebidas de qualidade. São os vinhos tropicais (clique aqui e saiba mais).

Clique aqui e acesse artigo que fala um pouco dos benefícios do vinho para nossa saúde!

Adaptado de Marcelino Ribeiro e Fernanda Birolo, da Embrapa

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