toxina nas ostras

Presença de toxina nas ostras interdita produção em Santa Catarina

Devido a presença de toxina nas ostras, o cultivo do molusco está interditado no litoral catarinense.

A toxina nas ostras tem efeito paralisante e em casos severos, ela pode levar à morte por falência respiratória.

Maior produtor nacional de moluscos, respondendo por 95% da produção brasileira, Santa Catarina interditou os cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões devido à presença de toxina paralisante (PSP).

A informação é da Secretaria de Agricultura e Pesca do estado. De acordo com o órgão, está proibida a retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beiras de praia.

A presença da toxina nas ostras pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória.

Os sintomas podem começar aparecer imediatamente ao consumo dos moluscos contaminados. Essas toxinas são estáveis e não são degradadas com o cozimento ou processamento dos moluscos. Todos os moluscos filtradores, independentemente se são ou não cultivados, podem acumular as toxinas.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença da PSP em cultivos no município de Porto Belo. Como existe a possibilidade de contaminação dos moluscos, a Secretaria da Agricultura interditou todo o litoral catarinense de forma preventiva no dia 19 de outubro. A secretaria reforça, entretanto, que a presença da toxina na água não representa risco aos banhistas.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) realizará coletas para monitoramento das áreas de produção. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas.

Com forte participação em mercados de outros estados, inclusive do Paraná, o problema de toxina nas ostras em Santa Catarina ameaça trazer prejuízos a mercados e restaurantes.

Segundo o representante do Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC, Luis Proença, as microalgas que vivem na água compõe a principal fonte primária de alimento dos organismos marinhos. Em condições ambientais favoráveis, o número de células em suspensão na água pode aumentar de forma significativa.

Embora a grande maioria de espécies de microalgas seja benéfica, algumas espécies produzem potentes toxinas que podem ser acumuladas por organismos filtradores, como, por exemplo, os moluscos bivalves.

Proença explica que a presença de PSP em moluscos no litoral de Santa Catarina é relativamente rara. A primeira detecção foi em 1997.
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Adaptado de Gazeta do Povo

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