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O consumo moderado de vinho e seus benefícios à saúde!

O vinho sempre teve grande relevância na historia da civilização ocidental, seja por seus aromas, sabor e personalidade ou pelos benefícios que traz à saúde.

Importantes civilizações antigas, como os egípcios, os gregos e os romanos, utilizavam vinho como remédio para o corpo e para a alma. O uso medicinal do vinho era largamente empregado e existem inúmeros registros disso.

Hoje em dia a ciência moderna derrubou muitas das lendas sobre os efeitos milagrosos do vinho.

Contudo, estudos no mundo inteiro comprovam que o vinho tomado em quantidade moderada aumenta a qualidade e o tempo de vida.

As pesquisas relacionam o consumo moderado de vinho à prevenção de doenças cardiovasculares e de câncer.

Os compostos aos quais foram atribuídas as possíveis ações terapêuticas do vinho são conhecidos como compostos fenólicos. Dentre estes compostos, cabe destacar o resveratrol, apontado como o principal fator de proteção à saúde encontrado em vinhos.

Para ilustrar os benefícios do vinho à saúde, vale a pena destacar o famoso paradoxo francês.

Dá-se a denominação de paradoxo francês ao curioso dado estatístico que ocorre, na França, em que a população fuma mais, tem vida sedentária e come tanto ou mais gorduras que nos outros países da Europa e que os norte-americanos, sofrendo, entretanto, significativamente menos de distúrbios cardiovasculares que os outros.

Isto deve-se ao alto consumo de vinho, na França, principalmente tinto, consumidos regularmente durante as refeições, que aumentam o HDL (lipoproteína de alta densidade), diminuindo com isso o LDL (lipoproteína de baixa densidade) no sangue.

Enquanto o LDL tende a depositar-se nas artérias, o HDL ajuda a remover aquele já depositado, reduzindo o risco de arteriosclerose e de infarto.

E não é apenas nas doenças cardiovasculares que o vinho tem importância. Estudos recentes demonstram que, devido ao fato do resveratrol e outros compostos do vinhos ser antioxidantes e, portanto, bloquear reações com radicais livres, ele é considerado um agente químico responsável por atividades anticancerígenas.

Para os europeus, o vinho ainda é considerado um complemento alimentar, pois contém carboidratos, vitaminas e minerais. Além da água (80 a 85% do volume), a bebida ainda fornece ao organismo energia na forma de açúcares, como glicose e frutose no caso de vinhos doces.

Entre os minerais, destacam-se o potássio, o cobre, o zinco, o flúor, o magnésio, o alumínio, o iodo, o boro e o silício que, mesmo em quantidades pequenas, são indispensáveis para que o organismo execute bem todas suas funções.

E nós também temos a versão brasileira do paradoxo francês. É o caso de Veranópolis, cidade gaúcha.

Uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde colocou Veranópolis em primeiro lugar, no Brasil, e em terceiro, no mundo, em longevidade.

A expectativa de vida em Veranópolis é de 77,7 anos, enquanto que no resto do Brasil é de apenas 67,61. A média da população da cidade que já passou dos 80 anos de vida fica entre 17 e 20%, enquanto que, no Brasil todo, o número de pessoas que chegam a esta idade corresponde a apenas 2% da população.

No município, também, os registros de mortes por doenças cardíacas são os menores do país. O segredo para isto é o hábito de consumir vinho diariamente.

Uma equipe de pesquisadores da PUC do Rio Grande do Sul está investigando, desde 1994, o fenômeno da longevidade em Veranópolis e concluíram que, neste Município, está ocorrendo o mesmo que em alguns países europeus, onde a população está usufruindo de benefícios que estão diretamente relacionados ao consumo de substâncias protetoras encontradas no vinho.

Como qualquer bebida alcoólica, o vinho também causa problemas, quando ingerido em excesso. Portanto, a ordem é moderar e nesse aspecto cada um deve saber o seu limite de bem-estar. O néctar dos deuses é delicioso e faz bem. Quando acompanhado de bom senso, fica melhor ainda.

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Por Daniel Ravetta, Enólogo e Professor na área de Sommeliers. Diretor do Aregala Internacional no Brasil e Membro da Cozinheiros sem Fronteiras Brasil. Empresário na área de vinhos, eventos e alimentos Premium.

Daniel Ravetta pesquisou na Academia do Vinho, Ibravin, Uvibra e Revista Infarma para escrever este artigo.

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Especialista em produção animal e interessado em fornecer conteúdo de qualidade para o setor de alimentação fora do lar!