Fonte: Dados adaptados do IEA - Instituto de Economia Agrícola

No custo do arroz com feijão, o feijão é o vilão!

Na semana passada apresentamos o comportamento de preços de alguns cortes da carne bovina, destacando que o custo destes insumos para os restaurantes subiram muito mais que a inflação, medida pelo IGP-M. Alguns cortes, como os do dianteiro chegaram a valorizar quase 3 vezes a variação acumulada do IGP-M desde 2010, com alta acima de 140% no período.

O momento desfavorável para os estabelecimentos que dependem da carne bovina em seus pratos é evidente, uma vez que o repasse deste custo ao consumidor, na mesma proporção, é complicado. O momento econômico muitas vezes não permite reajustes em linha com o aumento dos custos, na tentativa de evitar a perda da clientela. O resultado é perda de margem no estabelecimento.

Mas e o custo de itens como arroz e feijão, como estão? Será que o custo de compra de insumos dos chamados acompanhamentos também subiram mais que a inflação (IGP-M)?

Vamos analisar!

A Figura abaixo apresenta o comportamento de preços do arroz (tipo 1) e do feijão carioquinha (tipo 1) no mercado paulista, desde 2010, segundo dados do IEA – Instituto de Economia Agrícola.

 

Fonte: Dados adaptados do IEA - Instituto de Economia Agrícola

Fonte: Dados adaptados do IEA – Instituto de Economia Agrícola

 

Os dados revelam que o arroz, representado pelo tipo 1, acumulou alta abaixo da inflação medida pelo IGP-M nesta série de tempo de 6 anos (desde 2010). Se por um lado o arroz foi um item que contribuiu para a economia de compra dos restaurantes, o feijão foi o grande vilão.

O arroz apresenta alta acumulada de apenas 38% desde janeiro de 2010, abaixo do IGP-M, de 55% no mesmo período. No entanto o feijão, representado pelo carioquinha tipo 1, além da volatilidade no período de análise, acumulou alta acima de 200%. Em outras palavras, neste período de 6 anos de análise o feijão acumula valorização acima de 5 vezes comparada ao arroz. É muita diferença para itens essenciais na composição da alimentação do brasileiro.

Cabe aqui ressaltar também a forte volatilidade dos preços do feijão nos últimos anos. Em meados de 2013 o feijão chegou a acumular alta acima de 250% e logo depois caiu em 2014 praticamente zerou essa valorização. O fato é que o feijão novamente assumiu comportamento de alta em 2015. Foi um sobe e desce tremendo nesses 6 anos.

O importante é termos a cultura de desenvolver e avaliar as informações de seu negócio, seja de compras como de vendas. Conhecer os dados, preços, consumo etc é uma forma inteligente de desenvolver recursos de otimizar resultado. Por exemplo, conhecer os preços de compra de determinado insumo e os preços das opções de fornecimento é importante para aumentar o poder de barganha e estar atento a oportunidades de negócio.

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